A Dama e Os Vagabundos
A Dama e os Vagabundos é uma incursão bem humorada ao universo da relação homens x mulheres. A peça remete aos encontros e desencontros amorosos, evocando alguns dos truques e sortilégios que compõem as regras (ou a ausência delas) desse jogo que todos conhecemos, mas que ninguém pode definir, exatamente, como funciona.
Delicadezas e sarcasmos, segredos confidenciados e doses de crueldade, cantadas canastras, jogos de sedução, solidão e corações partidos, são alguns dos clichês das relações amorosas, revisitados ora com o bom e velho humor, ora com o velho e bom sentimento, sem perder de vista a profundidade do tema, mesmo quando abordado com leveza.
A dramaturgia foi construída por meio de uma colagem de canções, poemas e fragmentos de cenas teatrais que versam sobre o tema. Os textos utilizados são dos mais diferentes autores e épocas. É assim que a uma cena de Romeu e Julieta seguem-se mordazes citações de Nelson Rodrigues, e uma canção de Roy Orbinson arremata um poema de Maiakovski.
Entre umas e outras, entre lágrimas contidas e sonoras risadas, a Boa Companhia propõe um brinde à paixão, ao amor, que nos mantêm, homens e mulheres, vivos e inspirados.
A ENCENAÇÃO E O TRABALHO DO ATOR
A exploração do tema ‘masculino x feminino’ é uma constante no trabalho da Boa Companhia, uma vez que a interação desses ‘opostos complementares’ – motor fundamental de nossa existência – é fonte de inesgotáveis questionamentos e descobertas sobre a natureza humana, assunto que instiga as pesquisas da companhia no campo artístico.
Apoiada na riqueza dos textos utilizados, e seguindo o estilo que a companhia vem desenvolvendo ao longo de sua história, a encenação prescinde de grandes recursos de cenário, luz e figurino para privilegiar o trabalho dos atores. Para além do trabalho de representação propriamente dito, são os atores os responsáveis pela execução da trilha sonora realizada ao vivo, cantando de tocando temas do repertório pop, apoiados em uma sólida noção de ritmo e desenho coreográfico da cena, características fundamentais do trabalho da Boa Companhia.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Alexandre Caetano, Daves Otani, Eduardo Osorio, Moacir Ferraz e
Fabiana Fonseca.
Dramaturgia e Adaptação: Moacir Ferraz
Fotos: Tika Tiritilli
Design Gráfico: Alexandre Caetano
Concepção e Direção Geral: Moacir Ferraz e Verônica Fabrini
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Palco:
O espetáculo foi concebido para um espaço que se assemelhe a um cabaré, que por sua vez, pode ser instalado em palcos não-convencionais ou italianos, desde que esse seja próximo e, preferencialmente, no nível da platéia.
Medidas Mínimas do Palco:
Largura 6m.
Profundidade 6m.
Altura 6m.
Medidas Máximas do Palco:
Largura 8m.
Profundidade 8m.
Altura 12m.
Número de pernas: 4.
Altura mínima: 6m.
Varas fixas: 06.
Observações:
É necessário um ciclorama com duas pernas pretas ajustadas 1 metro à frente, demarcando uma entrada de cena ao fundo/meio do palco.
CENÁRIO
Descrição:
4 cadeiras = 1m³
Instrumentos de percussão e violão = 1 m³
ILUMINAÇÃO
Mínimo
18 refletores PAR* foco 5 c/ porta-gelatina (8 ROSCO 68/4 ROSCO 04/6 difusoras)
* Opção 2: Podem ser usados 18 PCs de 500 W c/ porta-gelatina
2 refletores Elipsoidais c/ íris e porta-gelatina
Ideal
28 PCs* de 1000 W c/ porta-gelatina (6 ROSCO 68 / 6 ROSCO 04)
18 refletores PAR foco 5 (6 ROSCO 68 / 6 ROSCO 04)
4 refletores Elipsoidais com íris e porta-gelatina
* Opção 2: Podem ser usados refletores Fresnéis ou PAR (foco 5)
Potência Total Instalada: 50.000W
Potência Total Utilizada Simultaneamente: 30.000W
SOM
Aparelho de som com CD player, 4 a 6 caixas.
MONTAGEM
Tempo de descarga do material: 30 minutos
Tempo de montagem do cenário: 30minutos
Tempo de montagem de luz: 9 horas
Tempo de montagem de som: 1 hora
Tempo de ensaio técnico: 2 horas
Tempo para desmontagem: 1 hora
Tags: A Dama e Os Vagabundos, Espetáculos Boa Companhia, Teatro Campinas