Espetáculo Primus
Baseado no conto “Comunicado a uma Academia”, de Franz Kafka, PRIMUS busca refletir sobre o gigantesco percurso da evolução humana. Conta a história de um macaco que para garantir seu lugar ao sol, aprende a ser homem e torna-se um pop star do show business.

Questões relativas à superioridade do humano frente à natureza, os limites entre natureza e cultura, entre necessidade e liberdade, são alguns dos questionamentos trazidos pelo conto. Fechando mais o foco, a solução encontrada pelo personagem – entrar para o teatro de variedades – apresenta-se como uma ironia. Ela traz à tona as contradições próprias da profissão: o ator como um “macaco amestrado”, como um objeto de curiosidade versus a inversão de poder quando se alcança a fama. Ou ainda, a dificuldade de manter-se crítico à nossa realidade e ao mesmo tempo viver da nossa arte. Primus é a tentativa de traduzir para a cena essas inquietações, magistralmente exploradas por Kafka.
A encenação de Primus se insere no que tem sido chamado de teatro físico, uma vez que a aproximação do conto parte de uma perspectiva fortemente centrada no trabalho corporal. Há também o uso de recursos visuais de projeção de imagem (slides), do canto e da percussão ao vivo.
A base gestual tem como ponto de partida o estudo das estereotipias de primatas em cativeiro, por meio de observações no Zoológico e registros em vídeo; o trabalho vocal parte da linguagem não articulada, caminhando para a palavra, passando por canções do music-hall até chegar à alta codificação do canto lírico; e as imagens que compõem parte do cenário procuram captar as dissonâncias entre a harmonia do mundo natural versus a desarmonia do mundo civilizado. A percussão busca nos ritmos primitivos africanos e no trabalho de livre improvisação, construir climas sonoros que hora conduzem a cena, hora oferecem apenas uma sustentação rítmica para ela. A montagem busca no diálogo entre essas três linguagens transpor para a cena os temas que a Companhia considera fundamentais no conto de Kafka.
A ENCENAÇÃO E O TRABALHO DO ATOR
A encenação de PRIMUS inscreve-se no que tem sido chamado de teatro físico, uma vez que nossa aproximação do conto parte de uma perspectiva fortemente centrada no trabalho corporal. No entanto, lançamos mão também de recursos visuais de projeção de imagem (slides), do canto e da percussão ao vivo.
A base gestual tem como ponto de partida o estudo das estereotipias de primatas em cativeiro, através de observações no Zoológico de São Paulo [1].
O trabalho vocal parte da linguagem não articulada, caminhando para a palavra, as canções do music-hall até a alta codificação do canto lírico.
As imagens (slides) que compõem parte do cenário procuram captar as dissonâncias entre a harmonia do mundo natural versus a desarmonia do mundo civilizado.
A percussão busca nos ritmos primitivos africanos e no trabalho de livre improvisação, a construção de climas sonoros que hora conduzem a cena, hora oferecem apenas uma sustentação rítmica para a cena.
Buscamos no diálogo entre essas três linguagens que tecem a estrutura narrativa do espetáculo, transpor para a cena os temas que consideramos fundamentais no conto de Kafka: os limites entre natureza e cultura, o animal e o humano, a tensão entre liberdade e a necessidade.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Alex Caetano, Daves Otani, Eduardo Osorio e Moacir Ferraz
Direção Geral: Verônica Fabrini
Preparação Corporal: Clermont Pithan
Assessoria: Célia Froufe – Sapateado
Danças Brasileiras: Eloisa Domenicci
Improvisação: Isabelle Dufau
Técnicas Circenses: Luis Monteiro Espacirco UNICAMP
Ritmos Africanos: Alex Caetano
Direção Musical: Max Costa
Slides: Coi e Eduardo Osorio
Figurino/Cenografia/Sonoplastia: Verônica Fabrini
Iluminação: Clermont Pithan e Daves Otani
Consultoria em Primatologia: M. Isabel F. de Almeida
Cenotécnico: Erick Oliveira
Texto original: “Comunicado para uma Academia” de Franz Kafka
Adaptação: Verônica Fabrini e BOA COMPANHIA
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Tipo de Palco: Italiano
Medidas Mínimas do Palco: Largura 6 m. Profundidade 8 m. Altura 6 m.
Medidas Máximas do Palco: Largura 12m. Profundidade 14m. Altura12m.
Tipo de Piso: Madeira.
Número de pernas: 3 pernas.
OBSERVAÇÕES
É necessário um ciclorama branco para a projeção dos slides bem como um espaço para posicionar o projetor (110 V), quer seja acima e atrás da platéia, quer seja no corredor central do teatro. É necessário que haja blecaute total no local da apresentação.
Altura mínima: 6m.
Varas: 07 varas fixas.
CENÁRIO
Descrição:
4 caixas (jaulas) = 1,05 m x 0,60 m x 0,45 m (desmontadas)/ 25 Kg. Cada/ 100 Kg
4 bastões = 1,70 m x 0,15 m/ 3 Kg cada/ 12 kg
4 instrumentos de percussão = 0,80 m x0,40 m x 0,40 m (cada). 8 kg cada/ 32 kg.
1 Mala (slide) = 1 m x 0,20 m x 0,40 m. 10 Kg.
1 Rotunda Branca = 0,80 m x 0,40 m x 0,60 m (Opção ao Ciclorama). 7 kg.
2m cúbicos para guardar desmontado. Total do peso: 160 Kg.
ILUMINAÇÃO
Mínimo 15 PCs de 1000 W c/ porta-gelatina (14 ROSCO cinza)
8 refletores PAR foco 5 c/ porta-gelatina (6 ROSCO chocolate/2 ROSCO 68)
10 refletores PAR foco 2 c/ porta gelatina (10 ROSCO no color blue)
2 Colortrans
6 torres laterais
Ideal 22 Fresnéis* c/ porta-gelatina (16 ROSCO cinza/2 ROSCO 68/16 difusoras)
6 Elipsoidais* c/ porta-gelatina (6 ROSCO cinza)
* Opção 2: Podem ser usados PCs de 1000 W
10 refletores PAR foco 5 c/ porta-gelatina (10 ROSCO chocolate)
12 refletores PAR foco 2 c/ porta-gelatina (12 ROSCO no color blue)
2 Colortrans
6 torres laterais
Potência Total Instalada: 58.000W
Potência Total Utilizada Simultaneamente: 30.000W.
SOM
Aparelho de som com CD player, 4 a 6 caixas.
MONTAGEM
TEMPO TOTAL: 12:00 horas
Tempo para desmontagem: 1 hora
Tags: Espetáculo Primus, Espetáculos Boa Companhia, Teatro Campinas