Alexandre Caetano

Ator, dramaturgo, percussionista e encenador, integra o elenco da BOA COMPANHIA desde 1993, onde desenvolve pesquisa sobre o ritmo como fundamento de organização da cena espetacular. Bacharel e Mestre em Teatro pela UNICAMP, tem como destaque no currículo as seguintes participações como ator pela Boa Companhia, com direção de Verônica Fabrini: Otelo (93/94), Love Me (97/98), Banqete (de Qorpo Santo – 97/98), O Senhor Puntila e Seu Criado Matti (de B.Brecht – 98), Dorotéia (de Nelson Rodrigues – 98/99), Primus (de F. Kafka – 99), Mr. K. e os Artistas da Fome (de F. Kafka – 03), A Dama e os Vagabundos (04) e Cartas do Paraíso (10), além de trabalhos realizados com outros profissionais da área como em Primeiras Estórias (de Guimarães Rosa, dir. João das Neves, 95/96) e Esperando Godot (de Samuel Beckett, dir. Marcelo Lazzaratto, 05). Com estes trabalhos tem participado e ministrado oficinas nos principais festivais no Brasil e no exterior (Cuba, Inglaterra, Alemanha, Portugal, Rússia, Peru e Chile). Em 2008, com o apoio do Ministério da Cultura brasileiro e a convite do Espaço Evoé e da Escola Superior de Tecnologia e Artes de Lisboa, ministra uma palestra e um workshop na capital portuguesa referente à dissertação de mestrado concluída no ano de 2004 pela UNICAMP.

Em cinema, atuou no longa Corte Seco (2010), de Renato Tapajós (ainda em fase de pós-produção) e nos curtas Número 19 (1999), de Paulo Miranda, Implacável (2007), de Pedro Struchi, Prós e Contras (2008), também de Pedro Struchi, onde em 2009 ganha o prêmio de Melhor Ator no II Festival Paulínia de Cinema. Em 2011 participa dos curtas “Não Peça à Deus”, de Fernando Dalberto e “Caixinha de Música”, de Isabela Maia.

Como encenador, coordenou em 2004 os espetáculos SerTãodeDentro – Tamanho do Mundo e Nelson em Cômodo baseados nas obras de João Guimarães Rosa e Nelson Rodrigues, respectivamente. Em 2003 e 2007, atuou como assistente de direção dos espetáculos Terror e Miséria no 3º Reich e A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada, sob a direção de Marcelo Lazzaratto. Em 2006 dirigiu o espetáculo Era…Uma Vez? – um olhar poético sobre a problemática do transtorno obsessivo-compulsivo – (premiado na categoria Melhor Direção nos Festivais de Mogi Mirim, Rio das Ostras e Vinhedo). Em 2007, estréia como dramaturgo com a peça curta E Pode ?, no Projeto Satyrianas, idealizado pela Companhia de Teatro Os Satyros, de São Paulo. Em 2009, como Artista-Orientador do Projeto Teatro Vocacional, na cidade de São Paulo, coordena dois exercícios: Bilhete Único – Memória de Todos e Se Essa Rua Fosse Sua. No mesmo ano, dirige Terra: à Vista, tomando como base a Carta de Pero Vaz de Caminha e O Devagar Depressa dos Tempos, adaptação de 5 contos do livro Primeiras Estórias, de João Guimarães Rosa. Em 2010 adapta e dirige três trabalhos distintos: Otelo, de William Shakespeare com a 3S – Terceiro Sinal Produções Artísticas, em Salto/SP; Holoclaustro, com textos de Peter Weiss, Bertolt Brecht e Carlos Drummond de Andrade, com a Companhia Experimental Theatron. Com o grupo Ibaque (Limeira/SP) – do qual é diretor artístico e fundador – estréia no mês de dezembro, o espetáculo Insânia, que investiga o espectro da Loucura em três diferentes esferas: a do teatro, da patologia e do cotidiano. Em 2011, com o elenco da Cia SeisAcessos, escreve e dirige o espetáculo Aporia: Marco Zero; um exercício de compreensão tanto das raízes dessa tragédia como dos frutos advindos dela.

Como percussionista, atuou como co-produtor do RITMOS DA TERRA – Mostra Internacional de Percussão nas suas últimas três edições (2000/2002/2004), sob a curadoria de João Carlos Dalgalarrondo. Foi integrante do grupo Tambaleio de Percussão Popular, onde também assinou a direção cênica. Ainda dentro da esfera percussiva, em 2008 na cidade de São Paulo, é responsável pela direção musical do espetáculo de rua Viva Malasartes – Histórias de um povo de um lugar, com a direção e dramaturgia de Calixto de Inhamuns, com o Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo, entidade contemplada com o Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. Desde 2009 é músico atuante dos grupos Zabalê e Mercado de Pulga, do qual é fundador.

Como atividade didática, atuou entre 1999 e 2009 na UNICAMP, como assistente e músico colaborador da Prova de Aptidão para o curso de Artes Cênicas, assim como nas disciplinas “Técnicas Corpóreas: Dança I e II”. A partir de 2007, a convite do Departamento de Artes Cênicas da mesma instituição foi o professor responsável pela disciplina “Tópicos em Prática de Encenação: Ritmo”.

Desde 2009 passa a integrar o corpo docente do curso de Teatro da Faculdade de Comunicação, Artes e Design do CEUNSP, na cidade de Salto. Atualmente é coordenador do curso e professor titular das cadeiras de Música/Ritmo, Expressão Corporal e Improvisação/Interpretação.

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