Mujeres Violentas

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foto-siteTudo começa com uma simples palestra sobre a violência contra mulher. Pouco a pouco o discurso vai se adensando, ganhando estranhamento na descrição ritmada de lugares, motivos e maneiras de se violar uma mulher. Logo mais, por meio de uma teatralidade ágil e surpreendente, cenas rápidas vão construindo um mosaico de denúncia, testemunho e crítica sobre o fato das mulheres terem sido historicamente vítimas de violência. Até quando?

Quando se é vítima de violência, a marca da violência fica impregnada no ser e o acompanha como uma sombra sobre o resto de sua vida. Quando a sombra da violência se desenha sobre nosso dia a dia, aí estamos prontos para combatê-la.
(Sofsky: 2004)

Esta perfo-conferencia (nome que damos a essa sessão-cênica) nasceu da necessidade de se pensar crítica e sensivelmente sobre o fato das mulheres terem sido historicamente vítimas de violência. Casos de violência enfrentados pelas mulheres no mundo inteiro são inúmeros e repetidos sistematicamente em todo o globo. Eles vão desde a violência doméstica, a violência social, até a violência institucionalizada por exércitos, guardas civis e outras forças organizadas que usam as mulheres como despojos de guerra. Apenas para mencionar uma forma evidente de violência, o estupro é uma arma usada diariamente contra as mulheres em todo o mundo, em diferentes círculos de poder. O estupro foi e é usado em larga escala como arma de guerra, usado com requintes de violência inimagináveis por exércitos invasores com objetivo de humilhar e subjugar o inimigo. Isso, tanto em guerras declaradas, quanto nas guerras veladas, como é o caso dos ruralistas e a população indígena em vários pontos do Brasil. A América Latina possui um número assustador de casos de abuso das mulheres. Os crimes ocorrem diariamente. Nas ditaduras do século passado, por exemplo, esta “tática” foi amplamente utilizada para intimidar e subjugar perseguição política.

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Ficha Técnica

Atuação: Verônica Fabrini, Ló Guimarães e Melissa Lopes

Direção e dramaturgia: Cláudia Echenique

Iluminação: Cláudia Echenique

Trilha sonora: Silas Oliveira

Fotografia: Maycon Soldan e Anabela Leandro

Oficina: Maria Lúcia Fabrini de Almeida

Realização: Boa Companhia

 

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