Portela, Patrão; Mário, Motorista


Em meio a bonecos que compõem o cenário da peça, inspirados nos personagens animalescos que habitam as gravuras “Os Caprichos”, de Goya, dois homens, de realidades sociais distintas, se encontram no final de uma noite, num boteco. Portela, patrão; Mário, motorista. Este é o ponto de partida para uma reflexão sobre as relações humanas pautadas pelo dinheiro e pelo poder que dele advém. Portela tem na bebida uma espécie de antídoto para o seu coração frio de patrão, que se humaniza quando está embriagado. Mário, por sua vez, se aproveita das “escapadas alcoólicas” de seu patrão para agradá-lo e garantir seu emprego de motorista, neste mundo que parece aceitar todas as mazelas humanas, oriundas de uma sociedade excludente. Mundo esse, que se organiza em torno das relações de trabalho e que se deixa embriagar pela espetacularização da vida, repetindo modelos e comportamentos, onde encontramos Portelas, Mários e bebedeiras por toda parte.
Bebendo de Chaplin, Brecht, entre outros, o tema do patrão, bêbado amigo/ sóbrio carrasco, criamos essa aventura de dois homens que se encontram; ninguém é só patrão, ninguém é só motorista… mudam as situações, invertem-se os papéis.
FICHA TÉCNICA
Criação e atuação: Daves Otani e Eduardo Osorio
Provocação cênica: Alexandre Caetano, Verônica Fabrini e Moacir Ferraz
Iluminação: Verônica Fabrini e Bruno Garcia
Figurino e Cenário: Daves Otani e Eduardo Osorio
Designer gráfico: Leonardo Ferrari
Confecção de Bonecos (cabeças e mãos): Helô Cardoso e Caio Sanfelice
Confecção de Bonecos (corpo): Francisco Ivan Russo
Realização Boa Companhia
Produção: Cassiane Tomilhero e Erika Cunha
Duração: 50 minutos
Indicação Etária: 14 anos