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A Boa Companhia é formada por atores egressos do curso de Artes Cênicas da UNICAMP, atuando desde 1992, tendo como proposta a pesquisa da linguagem cênica a partir do trabalho do ator. São profissionais da área teatral dispostos não só a apresentar suas montagens teatrais e performances, como também a trabalhar junto a empresas, escolas e outras instituições na área educacional (cursos e oficinas de montagens) e de entretenimento. Com este intuito, vem norteando a sua atuação através da pesquisa, intercâmbio e a férrea vontade de expandir os horizontes através da arte. Exibe um currículo eclético, com montagens que vão de Shakespeare a Qorpo Santo, passando por Nelson Rodrigues, Samuel Beckett além de adaptações de textos literários de autores como Guimarães Rosa e Franz Kafka.

A partir de 96 a companhia amplia a sua atuação para o nível internacional, com a participação no Festival Internacional de Belo Horizonte (julho de 1996, com PRIMEIRAS ESTÓRIAS) e no Seminário Internacional de Dramaturgia do Ator (julho de 1997 – Havana, CUBA – LOVE ME, Uma Poética Dos Sentidos). Em 1997 o grupo inaugura sua sede, o ÚTERO DE VÊNUS, onde desenvolve suas idéias e onde é apresentado ao longo do ano o repertório da companhia, além de palestras e workshops, atingindo um público interessado em tornar-se parceiro deste processo. Em 1998 a companhia realiza o workshop “Nelson em Londres”, na QMW University of London, sobre a dramaturgia de Nelson Rodrigues, assim como a apresentação de DOROTÉIA (de Nelson Rodrigues) e LOVE ME, no Harold Pinter Studio (Londres), além das performances de rua ALAÍDE MORTA e OFÉLIA AFOGADA. No mesmo ano a peça BANQETE é premiada como Melhor Espetáculo no III Festival Curta Teatro, participando do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e do Porto Alegre em Cena, ambos em 2002.

No início de 2003 a Boa Companhia participa com JOSEFINA, A CANTORA (Mostra Contemporânea de Artes Cênicas do Teatro do Centro da Terra e Festival de Artes Cênicas SESC/Cariri) do Festival Teatro A Mil, no Chile, obtendo enorme sucesso, tendo recebido convite para se apresentar no evento seguinte com a Trilogia Kafka.
A participação no Festival Internacional de Erlangen (2002) rende convite para uma co-produção Brasil/Alemanha que completa a Trilogia Kafka da Boa Companhia; é uma livre adaptação do conto “Um Artista da Fome”. Em abril do mesmo ano é apresentado um ensaio aberto no INSTITUTO GOETHE – São Paulo, em evento realizado numa parceria Goethe/Boa Companhia e no Festival Arena-03, na Alemanha, onde MR. K. E OS ARTISTAS DA FOME recebe o prêmio de Melhor Espetáculo eleito pelo Júri do 13º Internationale Woche des Jungen Theaters.
Em 2005 o grupo estréia dois novos trabalhos: o espetáculo A DAMA E OS VAGABUNDOS (Festival de Artes Cênicas SESC/Cariri), inspirado em textos e músicas do imaginário que compõem a relação homem/mulher e ESPERANDO GODOT, baseado no texto clássico de Samuel Beckett, sob a direção de Marcelo Lazzaratto.

Estes espetáculos passam a compor o repertório atuante do grupo, além do espetáculo PRIMUS (em cartaz há sete anos), baseado no conto “Comunicado para uma Academia”, também de Franz Kafka (participante de alguns dos principais festivais brasileiros de cunho internacional como o de Curitiba e Rio Preto; com temporada no Rio de Janeiro e São Paulo; participante da Mostra Contemporânea de Artes Cênicas do Teatro do Centro da Terra, patrocinada pela PETROBRÁS; do projeto Palco Giratório do SESC Nacional em 2002, percorrendo seis estados brasileiros e do Festival Internacional de Teatro de Erlangen - Alemanha).
Atualmente, a Boa Companhia prepara uma nova encenação (GALERIA 17), tomando novamente como ponto de partida um conto do escritor tcheco Franz Kafka: “Na Galeria”. A encenação é uma produção em conjunto com o Espaço Evoé (Lisboa/Portugal), com estréia prevista para 2007, dentro das comemorações dos 15 anos do grupo brasileiro.